20.8.10
A Sra. Suíça Helvética
Certa vez, não me recordo aonde e quando, minha memória é péssima e por isso peço desculpa por não dar os devidos créditos, li que a Suíça teve quinhentos anos de paz e com isso só aprendeu a fazer relógios e lavagem de dinheiro. Algum engraçadinho levantaria a mão e diria “Há! Mas lá faz chocolate também!” Peço desculpa por acabar com sua ilusão, Papai Noel não existe e aquele chocolate que você deu pra sua mãe é de Gramado – RS.
Não minto que achei de uma certa maldade a frase, afinal… coitado daquele país, e de seus relógios e de seus bancos. Aliás, coitada da própria Suíça. Sim, dela mesma. Desde pequeno tenho a péssima (ou boa, depende do ponto de vista) mania de personificar coisas, objetos, países, palavras (e algumas vezes pessoas que deixaram de existir). E desta vez não foi diferente. Uma injustiça com a Suíça, uma senhora com um vestido de renda, olhos claros, loira e com umas gordurinhas a mais devido ao chocolate excessivo.
Vejo a como uma senhora já de idade avançada, mas fria. Por fora aparenta ter um calor de avó, aquela que sempre tem um pão ou um bolo saindo do forno para nos receber. Mas quando tirada as aparências, é uma senhora fria, amargurada pela vida, sempre encima do muro nas questões mais complicadas de sua existência.
Amargurada, pois ao invés de participar da vida, no máximo conseguiu ser espectadora de seus mil anos. Assistia tudo de cima do muro, balançando seus pés com um tamanco de madeira e olhando bombas passando por sua cabeça.
Às vezes penso que seria um exemplo de vida, e do qual eu deveria seguir, olhar a vida passivamente, controlando totalmente a impulsividade, limitar-me no meu campo de visão e de convivência. Saber que assim como os mil anos suíços, na vida se passa pessoas e mais pessoas assim como nações forma-se e se desintegram, reinos caiem e imperadores morrem.
Mas é fato que não consigo ser assim… tenho um quê de belicoso, de vívido. Não sou indeciso e desde pequeno não consigo ficar somente encima do muro, aliás, nem mesmo subir em um muro eu conseguia direito (sedentarismo puro).
Voltando a Suíça, pobre senhora que não vive sua vida, mas da qual invejo por não fazer “besteiras” impulsivas e seguir em paz com toda sua caminhada.
Mas no final penso que talvez por mais “guerras” que passo, assim como qualquer outro país europeu além da Suíça, eu aprendo mais do que fazer relógios e virar paraísos fiscais. Além do mais, os Alpes suíços são frios e o mar não lhes alcança…
——————————————————————————-
1- As eleições vão bem, aliás, excelente… temos um hipocondríaco, uma guerrilheira-bruxa, uma tarada por árvores e um louco formado nas Arcadas que quer fechar o congresso. Mas tudo bem, também sou hipocondríaco =]
2- Interunesp 2010? Há, sinto coisas boas sobre isso…
3- Quem precisa de twitter quando se tem isso daqui, exceto pelo fato que no twitter mais gente lê e menos gramática é solicitada.
4- O Mato Grosso me pareceu estranho, no céu nublado, o chão todo branco…se eu não soubesse que era poeira no céu, e algodão no chão, diria que fui pra Russia. Ah não, não dá mais, a Russia está mais quente que o Centro-Oeste.
5- Preciso de livros, aceito sugestões, presentes ou doações.
6 - http://migre.me/16iWp - A Elisa ainda tem razão sobre muita coisa, e eu deveria ouvi-la mais.
“A musa do pinóquio era bolchevista, A mais formosa melindrosa pega na suíça”
Guilherme” Varga
20/08/2010




criado por guilherme.vargas
16:05 — Arquivado em: 












